Debate Bola na CRN

Das 19:00:00 às 20:00:00
Com: Márcio Egidio

Atirador da Catedral de Campinas é analista de sistema sem antecedentes criminais

O homem que atirou contra fiéis na Catedral Metropolitana de Campinas, em São Paulo, foi identificado como Euler Fernando Grandolpho, analista de sistemas, de 49 anos, que residia em Valinhos/SP. De acordo com o delegado José Henrique Ventura, o atirador não tinha passagem pela polícia. Ele abriu fogo contra os fiéis após uma missa: quatro pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Euler foi alvejado, mas o tiro pegou na lateral de seu corpo. Então, tirou a própria vida.

Segundo o delegado, o homem não portava os documentos. Na mochila que carregava, não foi encontrada nenhuma carta ou qualquer pista sobre a motivação do crime. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do suspeito é de Valinhos, município do interior de São Paulo que já foi um distrito de Campinas.

De acordo com os investigadores, ele se sentou entre os fiéis e aguardou até a missa acabar para virar-se e disparar contra os presentes. Segundo o Corpo de Bombeiros, o suspeito teria utilizado um revólver e uma pistola calibre .38 para realizar os disparos. Testemunhas relataram terem ouvido ao menos 20 tiros.

O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Campinas, major Augusto, disse que o atirador sabia utilizar a munição como alguém treinado. “A forma com que ele manuseava a arma indica que tinha algum tipo de treinamento”, explicou o militar.  A polícia acredita que o atirador tenha agido sozinho e, agora, está em busca da motivação do ataque.

No momento do crime, a polícia estava mobilizada para combater um roubo a banco que estava em andamento no centro da cidade. Mas, de acordo com as primeiras testemunhas ouvidas, o ataque não tem a ver com essa ocorrência. As pessoas relataram um ato solitário contra os fiéis. A motivação do crime ainda não está clara.

“Foram mais de 20 tiros aqui dentro”, disse o padre Amauri Ribeiro Thomazzi, que havia acabado de celebrar a missa no momento do ataque. Ele pediu orações para o atirador. “Ninguém pôde fazer nada. Não tem como entrar ou sair da catedral. Aos amigos, eu peço apenas que rezem pela pessoa, porque ele se matou depois da situação. Então, rezemos por ele e pelos feridos. Estou mandando a mensagem para dizer que está tudo bem”, disse o padre, que acompanha a perícia do lado de dentro da igreja.

Ataque premediato
De acordo com o major Adriano Augusto, o atirador estava em um dos bancos da igreja. Após analisar imagens internas da catedral, ele informou que o homem se levantou, atirou primeiro em direção às pessoas que estavam sentadas logo atrás dele e, em seguida, começou a se deslocar até o altar.

O comandante do 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros informou ainda que o atirador chegou a recarregar uma das armas e que atirou contra si mesmo quando viu policiais entrando na igreja. Esses militares estavam na praça em frente à catedral e foram ao local quando ouviram os primeiros disparos.

Em nota, a Arquidiocese de Campinas informou que ainda não sabe a motivação do crime e que a Catedral segue fechada para atendimento às vitimas e investigação da polícia.

Informação e foto Metrópoles







.