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Com: Waldir Dias dos Santos

Em Itatiba: Mãe de jovem atropelada várias vezes pelo namorado contesta condenação

"Como alguém que atropela diversas vezes uma pessoa até a morte é condenado por lesão corporal? Não é justo. Ela ficou tão ferida que precisou ser enterrada com o caixão lacrado", disse.

A mãe da jovem Lorraine Gabriele Jugni Camargo, que morreu após ser atropelada pelo namorado em Itatiba (SP), disse ter entrado em pânico ao saber da condenação do responsável pelo crime. O atropelamento aconteceu em fevereiro deste ano, quando Lorraine tinha 18 anos, e causou comoção na cidade.

Leonardo Daniel de Oliveira, de 23 anos, foi condenado a quatro anos em regime aberto por lesão corporal de natureza grave, o que revoltou Regiane Jugni Nascimento. Cabe recurso da decisão em segunda instância.

A mulher contou ao site G1 que sempre acessava o site do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para acompanhar o andamento do processo. "Quando vi que foi condenado por apenas quatro anos, não pude acreditar."

Regiane, que mora em Capivari (SP), contesta a decisão dizendo que até o ex-sogro da filha contou à polícia que Leonardo confessou ter passado diversas vezes por cima da namorada com o carro.

"Apenas uma batida não teria matado a Lorraine. Ele atropelou de propósito, havia marcas de sangue em todo o carro... Sou uma mãe gritando por justiça", afirma.

Decisão

A decisão, divulgada no dia 17 de outubro de 2018 pela Vara Criminal da Comarca de Itatiba, afirma que o réu é primário, não tem antecedentes criminais, tem boa conduta social e se apresentou à polícia.

Ainda segundo a conclusão, "a versão apresentada pelo réu na delegacia e em juízo se apresenta convincente e em consonância com os demais elementos probatórios".

Ela não foi atropelada, foi brutalmente assassinada pelo namorado. Dói muito saber que ela morreu assim, que foi assassinada desse jeito. Não foi um acidente, não foi um atropelamento qualquer", lamenta a irmã, Laura Jugni.

Regiane Jugni Nascimento tem outros quatro filhos, com idade entre 8 e 24 anos. "Eu quero que a justiça seja feita. Enquanto eu estiver viva, vou lutar por isso. Não vou desistir."


Informação: G1
Foto: Arquivo pessoal