Ex-combatente da Revolução de 1932 é homenageado em Itatiba

Pela primeira vez um ex-combatente itatibense da Revolução Constitucionalista de 1932 será eternizado no memorial instalado no Obelisco do Ibirapuera. O homenageado é o itatibense, Joviano Godoy, que compôs a milícia cívica para lutar a Revolução de 1932 em Santos, São Paulo. Nascido na Fazenda Santa Julia, em 2 de março de 1905, Joviano era filho dos cafeicultores Joaquim Rodrigo de Godoy e Julia Alves de Godoy. A família chegou a residir em um casarão ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Belém. 

Estudante de Engenharia, Joviano compôs a milícia cívica que lutou na Revolução de 1932, em Santos/São Paulo. Também foi militar da Força Pública, tendo trabalhado como investigador da Polícia Militar na cidade de Jundiaí e na 3ª divisão da Delegacia de Polícia de Bragança Paulista. Ele faleceu em 1969.

Homenagem Póstuma

Na manhã de sexta-feira, dia 7, a Prefeitura de Itatiba e o 49º BPMI/2ª Cia de Polícia Militar realizaram uma homenagem póstuma por ocasião do dia 9 de julho, data em que se celebra 85 anos de luta armada. As cinzas do ex-combatente foram transportadas em cortejo em carro aberto do Corpo de Bombeiros até a Praça da Bandeira onde foi realizada uma solenidade, que começou com a apresentação da Guarda de Honra da Polícia Militar, seguida de benção das cinzas pelo padre José Herculano Arruda, vigário da Basílica de Nossa Nossa Senhora do Belém. 

Na sequência, no auditório do Centro Administrativo Prefeito Ettore Consoline foi realizada uma outra solenidade civil. Logo após, as cinzas foram conduzidas para São Paulo, para se juntar a outros heróis da Revolução.

A Revolução de 1932

O gaúcho Getúlio Vargas assumiu provisoriamente Presidência da República em 1930, fechando o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais. A promessa não cumprida de convocação de novas eleições, somado a um modo de governar via decretos, sem respaldo da Constituição, gerou um sentimento de frustração nos paulistas, que aumentou após a nomeação de um interventor nascido em outro estado.

Em maio, protestos eclodiram em São Paulo. Os estudantes Martins, Miragaia, Drauzio e Camargo foram mortos por tropas getulistas em um desses protestos e as iniciais dos seus nomes – MMDC – denominaram o movimento que exigia a queda de Vargas.

Os protestos se transformaram em revolta armada contra o governo provisório – a expectativa era de um breve conflito militar com uma rápida marcha para o Rio de Janeiro, até então a capital do país, para depor Getúlio Vargas. A expectativa de apoio de outros estados não se concretizou e o conflito estendeu-se de julho a outubro. Estima-se o número de mortos entre 900 e 2.200 pessoas.

Apesar da rendição dos paulistas, algumas de suas principais reivindicações foram obtidas posteriormente, por exemplo, com a nomeação de um interventor civil e paulista, a convocação de uma Assembleia Constituinte e a promulgação de uma nova Constituição em 1934.


Informação: Redação Rádio CRN

Crédito da Foto: Jornal de Itatiba-Diário