Programa Debate terá como tema os 23 anos da CRN

O Programa Debate desta quinta-feira, dia 14, terá como tema os 23 anos da CRN – Central de Rádio e Notícias.
As perguntas podem ser enviadas pelo e-mail crnitatiba@terra.com.br ou por telefone (11) 4524-0003 e 4524-1594 no horário do programa.
Debate nesta quinta-feira, das 16h às 17h30. Apresentação do jornalista Manoel Roberto e dos colaboradores Eduardo Cintra e Gilmar Kozlowski. Acompanhe este programa pelos 1.420 KHz-AM, através do site: www.crnitatiba.com.br e pelo aplicativo app (CRN- Central de Rádio e Notícias).

Tabagismo

O Tabagismo e suas consequências foi o tema do programa da última semana. O médico cardiologista dr. Claudio Carrete e Silva esteve abordando essa questão em alusão ao Dia de Combate ao Tabagismo, celebrado no dia 31 de maio. O programa também contou com a participação de fumante e ex-fumante, dando seus depoimentos: Claudineia Polessi Baptistella (dona-de-casa) e Douglas Vagner da Cruz (representante comercial).
De acordo com o médico, nos últimos 25 anos o Brasil foi recordista na redução de número de tabagistas. Houve uma queda de 29% para 12% dos homens e de 19% para 8% das mulheres. Um resultado bastante significativo.
“O cigarro é a maior causa evitável de doença e morte, relacionadas às cardiovasculares (AVC, Infarto e Angina). O foco da campanha desse ano é justamente essa questão”, disse.
Carrete lembrou ainda da importância do Programa de Controle do Tabaco da Prefeitura de Itatiba, desenvolvido por meio da Secretaria de Saúde e que reúne pessoas que querem abandonar o vício e ex-fumantes. “Esse grupo funciona há 18 anos com reuniões todas as quintas-feiras, às 8h, com um trabalho ininterrupto. É importante divulgar que Itatiba conta com esse grupo de apoio aberto ao público”, informou.

Tentativa para parar de fumar

Em seu depoimento no programa, Claudineia Polessi Baptistella, 42 anos, disse que começou a fumar com 20 anos. “Naquela época era modinha, eu via as mocinhas com cigarro e achava aquilo chique e bonito. E quando a gente começa nunca acha que vai viciar e já faz 22 anos que eu fumo. Já levei muitos puxões de orelha de médicos, amigos e familiares por causa disso. Já cheguei a fumar até dentro de um hospital, quando nasceram meus filhos gêmeos. Eu tive que ficar internada uns dias antes do parto e quando a médica que me atendeu entrou no quarto, me viu tremendo dos pés à cabeça. E isso estava acontecendo por falta do cigarro. A vontade de fumar era muito grande. Daí ela me aconselhou que eu fosse até o banheiro e fizesse o que tinha que ser feito para melhorar minha condição. Depois ela contou ao meu médico o que tinha ocorrido e ele consentiu porque assim como aconteceu comigo haviam muitos outros casos parecidos, por abstinência de tabaco ou álcool”, contou.

Longe do cigarro

Douglas Vagner da Cruz, 46 anos, foi fumante por 36 anos. Ele lembra que tudo começou por volta dos 10 anos de idade na fase escolar. “Eu via outros garotos e ficava pensando em como seria bom estar no lugar deles. Mas, o cigarro foi uma porta aberta para a dependência química também. Em 1998 com ajuda consegui me resgatar do vício das drogas, mas não do cigarro. Foi aí que comecei a ter problemas de saúde até que tomei a decisão de parar por vontade própria, cheguei ao ponto de dizer que ‘não dá mais, eu preciso mudar’. Eu pedi para Deus, me ajudar, e naquela noite sonhei que estava morrendo, acordei desesperado. E aquilo foi que me despertou. Tive várias recaídas, cheguei a pegar o cigarro dentro do lixo, para lidar com ansiedade eu bebia muita água, usava adesivos, até que funcionou. A recaída faz parte do processo, mas você não deve desistir. A força de vontade deve ser maior do que a força do vício”, contou.


Informação: Redação Rádio CRN

Crédito da foto: Divulgação