Transplante de medula óssea beneficia tratamento de 80 doenças

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios  e faixas etárias. 
A farmacêutica Maria Olivia Zanetti, lembra que, além das células tronco da medula óssea, hoje também tem sido possível realizar esse procedimento a partir de células de sangue periférica do cordão umbilical. São alternativas de tratamento quando a terapia convencional não tem sido efetiva no caso de enfermidades, como por exemplo, a leucemia (tipo de câncer no sangue que começa na medula óssea). 
O transplante permite substituir as células doentes por células tronco do doador e normalizar a produção dos elementos do sangue, o que pode possibilitar maior tempo de vida ao paciente. "O transplante é indicado para vários tipos de neoplasias hematológicas como leucemias crônicas ou agudas, síndromes mielodisplásicas, mieloma multiplos e linfomas. Algumas doenças não neoplásicas também tem sido tratadas com sucesso pelo transplante de células tronco, como por exemplo, anemia plásica severa, anemia falciforme, anemia de fanconi, as hemoglobinopatias e as doenças autoimunes", explicou.
Um dos maiores problemas é encontrar doador compatível para realizar o procedimento. O doador ideal, como um irmão compatível só está disponível em cerca de 25%  das famílias brasileiras, com isso, em 75% dos casos é preciso encontrar um doador compatível a partir do registro de doadores  voluntários, bancos de cordão umbilical e parentes parcialmente compatíveis. 
Maria Olivia também ressalta a importância do farmacêutico na equipe responsável pelo transplante. Esse é o tema do doutorado dela no Centro de Pesquisa em Assistência Farmacêutica e Farmácia Clinica na Universidade de São Paulo. Segundo ela, esse profissional atuará com a equipe multiprofissional que garantirá a segurança da saúde do paciente, contribuindo para garantir o sucesso do procedimento.


Informação: Agência Radioweb
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