Faltas na saúde aumentam em março e ampliam impacto no atendimento em Morungaba

Créditos de Imagem: Divulgação/PMM
Publicado em: 02/04/2026 às 08:08:37
O levantamento do Departamento de Saúde de Morungaba referente a março de 2026 reforça um cenário de alerta quanto ao comparativo da população aos atendimentos da rede pública. No período, foram registradas 793 ausências em consultas e 731 em exames, totalizando 1.524 faltas na Atenção Primária à Saúde.
Os números representam um aumento em relação a fevereiro, quando foram contabilizadas 743 faltas em consultas e 627 em exames, somando 1.370 ausências. Na comparação entre os dois meses, março teve acréscimo de 154 faltas no total, sendo 50 a mais em consultas e 104 em exames, evidenciando uma piora no índice de absenteísmo.
Por trás desses dados, estão vagas que poderiam ter sido ocupadas por outros pacientes que aguardam atendimento. Cada ausência sem aviso compromete o funcionamento do sistema, atrasou o tempo dos profissionais e adia diagnósticos importantes.
Entre os destaques do mês de março, a Atenção Psicossocial aparece com índices elevados de faltas, especialmente nos atendimentos do CAPS e da Psicologia. A interrupção ou descontinuidade nesse tipo de acompanhamento pode trazer prejuízos significativos, já que o cuidado com a saúde mental exige regularidade e acompanhamento contínuo.
Outro ponto de atenção são os exames laboratoriais, que concentraram 554 ausências. A realização desses procedimentos impacta diretamente a capacidade de diagnóstico e monitoramento de diversas condições de saúde.
Em meio ao cenário preocupante, um dado positivo se destaca: a Geriatria não registrou faltas ao longo do mês, demonstrando alto nível de comprometimento por parte dos pacientes idosos.
A Secretaria de Saúde reforça que, embora imprevistos possam acontecer, é fundamental comunicar antecipadamente a impossibilidade de comparação. O aviso permite que a vaga seja destinada a outro paciente, contribuindo para a redução das filas e para um atendimento mais eficiente.
O faltômetro evidencia que o funcionamento do sistema de saúde depende também da responsabilidade coletiva. Pequenas atitudes, como alertar a ausência, fazem diferença direta na vida de quem aguarda por atendimento.




