A Prefeitura de Itatiba, através da Secretaria de Cultura e Turismo, fará na manhã deste sábado (15/08) a Apresentação da Exposição Comemorativa Corporação Musical Santa Cecília - 120 Anos no Museu Municipal Padre Francisco de Paula Lima.
Será logo após a retreta especial que terá início às 10h na Praça da Bandeira, em frente ao Museu. O evento integra a Agenda Cultural de agosto no município e a programação do Jubileu de Carvalho da Banda – patrimônio cultural imaterial de Itatiba - concluído no último dia 29/07.
Esta nova exposição tem curadoria do historiador Luís Soares de Camargo, que aceitou convite do atual presidente da Banda, Luis Pedro Nardin, para celebrar este patrimônio não só de Itatiba, quanto do Estado de São Paulo, agora também Ponto de Cultura reconhecido pelo Governo Federal.
O curador revela que esta será uma viagem no tempo com idas e vindas, sem ordem cronológica. "A história não será apresentada de forma linear, é um novo encaminhamento feito para surpreender. Assim como nossa mente vai e volta ao pensar sobre a história ao longo dos anos, me baseei nisso para que os visitantes interajam com a exposição conforme for percorrendo as salas do Museu", resumiu Luís Camargo.
Passado e presente
Fotografias da Banda ao longo dos anos se misturam com registros dos membros atuais. “Como a fundação é muito antiga, fica distante no tempo… Este novo sentido é um caminho diferente para membros dos atuais também se sentirem representados”, argumentou o historiador que já conhecia o imenso acervo de imagens.
Há registros próprios da Banda e particulares, além do acervo de Foto Miro, Foto Parodi e Jornal de Itatiba (JI). “Fizemos uma seleção do que a instituição tinha, além do empréstimo de fotos das famílias para trazer o que a Banda representa na cidade, nas ruas e em eventos sociais dos próprios músicos, como no jogo de futebol entre eles e outros aspectos de sociabilidade registrados em fotos caseiras”, contornou.
Objetos afetivos das famílias Busca e Cogni, como caneta e batuta, também integram a mostra comemorativa, assim como troféus, cartões, partituras, estandarte, brasão e instrumentos menores, que cabem na “vitrine”, como flauta. “Há também um elemento surpresa”, promete o curador, provocando a curiosidade dos visitantes.
A Banda no Museu
Quando a Banda comemorou 90 anos, Luís Camargo também foi o responsável pela exposição, incentivado por Ocimar Rabechi e Paulo Degani, membros da Associação Pró-Memória de Itatiba.
À época, estava em Itatiba para a implantação do Museu Municipal Padre Lima, inaugurado em dezembro de 1996. A mostra pelas então nove décadas da Banda foi em uma das lojas do Itatiba Shopping Center, onde os músicos se apresentaram na ocasião. Agora, 30 anos depois, volta à curaria, com uma novidade: a exposição será impressa em placas que permitem atualizações, novidades futuras.
Segundo levantamento feito por Maria Emília Sanfins, da equipe do Museu, a Banda foi tema de exposição em julho dos anos de 1997 e de 2003, com colaboração da Pró-Memória; no mesmo ano, se apresentou no Museu pelos 115 anos do 29 de Abril. O centenário, em 2006, rendeu outra mostra, e participou da Semana de História em 2011, quando o então presidente Antônio de Pádua Mantovani palestrou sobre A História da Música em Itatiba.
Nos 110 anos, em 2016, tendo sido tombada como Patrimônio Imaterial, foi homenageada na 16° Mostra Bambolê/JI de Artes, idealizada pelo itatibense Celso Catalano, falecido no último mês, que também homenageou o saudoso regente Otávio Busca na 19° edição, ambas realizadas no Museu.
Gala 2026
No último dia 25, o Teatro Ralino Zambotto sediou a Apresentação de Gala, quando também foram homenageados membros que fizeram contribuições especiais (beneméritos) e aos que prestaram serviços relevantes à Banda (honorários). No dia seguinte (26), a Banda se apresentou na 28ª Festa de São Pedro, no Parque Luís Latorre.
Tendo como regentes o titular Marco Antonio Trindade e o assistente Aron Sporkens Viana, os músicos voluntários presentes na Apresentação de Gala 2026 foram: Clarinetes - Ana Rita Ferreira do Amaral Gastardo, Caroline Ferreira do Amaral, Gabriela Marcondes do Amaral Franco de Camargo, Miguel Pereira da Silva e Ryan Mares da Silva; Flautas - Fábio Casteletto Delforno e Matheus Pereira da Silva; Saxofones Altos - Carlos Alberto Miranda, Emily Bianca Sales Saraiva, Fabiana Barbosa, Isadora Ferreira do Amaral, Marcial Ferreira do Amaral e Northon Ferreira do Amaral; Saxofone Tenor - Emerson Pereira da Silva; Saxofone Barítono - Julio Cesar Giraldelli Spagnolo; Trombones - Antonio Carlos Soares de Lima, Eloísa Ferreira do Amaral de Oliveira, John Edmund Harborne e Luis Pedro Nardin; Trompetes - Antonio Roberto Casanova (Ruba), Gabriel Ribeiro, Márcio Andrade Gomes da Silva, Márcio da Cruz Bernardes e Romilso Curvelo da Silva (83 anos); Bombardino – Geraldo Elias Franco (81); Baixos Tubas - José Silva Santos, Reinaldo Antonio Furlan e Renato dos Santos Lucena; Baixo Elétrico - João Paulo Zambuzi; e Percussão - José Oscar Firmo, Josué Ribeiro de Macena, Pedro Faccina e seu pai, Samuel Faccina.